EXTRA ECCLESIAM NULLA SALUS

terça-feira, 19 de julho de 2011

São Tomás sobre a árvore do conhecimento do bem e do mal



A ÁRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL

Este estado [de justiça original] desfrutado pelo homem dependia da submissão da vontade humana a Deus. Como o homem estava, desde o princípio, habituado a seguir a vontade de Deus, Deus colocara alguns preceitos sobre ele. Ao homem era permitido comer de todas as árvores no Paraíso, com uma exceção: era-lhe proibido, sob pena de morte, comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Era proibido comer do fruto desta árvore, não porque ela era má em si mesma, mas porque, pelo menos nesta pequena matéria, o homem devia ter algum preceito a observar pela única razão de que isso fora comandado por Deus. Logo, comer o fruto dessa árvore era mal por que era proibido. A árvore era chamada de "a árvore do conhecimento do bem e do mal", não porque ela tinha poder de causar o conhecimento, mas por causa do efeito: ao comer dessa árvore, o homem aprendeu pela experiência a diferença entre o bem da obediência e o mal da desobediência.

COMPENDIUM THEOLOGIAE, Cap. 188.

Tradução: William Bottazzini

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