EXTRA ECCLESIAM NULLA SALUS

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dica de Leitura: Heresias Medievais


À primeira vista a instauração do Tribunal do Santo Ofício, conhecido popularmente por “Inquisição”, parece um desvio claro por parte da Igreja daquela doutrina cristã acerca da liberdade e do amor universal propagada ao longo dos séculos.  Tem-se a impressão de se estar diante de um aparato judiciário criado para cercear a liberdade de crença e de ação das pessoas: era o auge do controle social e da mente das pessoas através do fanatismo e do temor, por parte do clero, de perder a sua posição hegemônica na guia das almas no medievo.
Esta análise sucinta, além de ser bastante superficial e partir de premissas equivocadas, não leva em conta o outro lado da controvérsia: os denominados hereges. Afinal, quem eram eles? O que ensinavam? O que queriam? É para responder a essas perguntas que o professor da Universidade de São Paulo, Nachman Falbel escreveu o livro, lançado pela editora Perspectiva, “Heresias Medievais”, que é sujeito de nossa análise.
Logo no início de sua obra, o autor trata de lembrar ao leitor que foi nos séculos XII-XIII que os grupos heréticos mais se espalharam pela Europa ocidental. Ademais, o autor tem o cuidado de nos remeter ao significado da palavra heresia, advinda do grego hairein, isto é, escolher (FALBEL, 2007, p.13). Destarte, herege é aquele que se recusa a acreditar na doutrina cristã em sua totalidade, mas escolhe unilateralmente em que acreditar. Para a mentalidade da época, a heresia era considerada o pior dos crimes e antes de a Igreja pronunciar-se a respeito de como deveriam ser tratados os que se desviavam da doutrina católica, o poder secular e a população em geral já buscavam punir, muitas vezes de forma arbitrária e sumária, os culpados. Neste sentido, lembra-nos Falbel que “os abusos cometidos na perseguição aos heréticos, bem com as pressões exercidas sobre eles, forçaram a institucionalização das formas de repressão (...)” (2007, p. 17).
Após uma breve apresentação, o livro avança para a análise de algumas heresias de maior repercussão na Idade Média e começa por Pedro de Bruys no século XII. Segundo Falbel, Pedro de Bruys admitia como livros sagrados apenas os Evangelhos e punha em dúvida a autenticidade dos outros escritos neotestamentários. De Bruys ainda rejeitava a hierarquia e toda a estrutura visível e material da Igreja, afirmando que a verdadeira igreja deveria ser uma igreja espiritual fundamentada somente na fé nos Evangelhos. Deste modo, ficam anulados todos os sacramentos e mesmo o batismo não deve ser administrado às crianças, pois não teriam elas uma fé consciente (FALBEL, 2007, pp. 26-27).  
Após Pedro de Bruys surge o monge Henrique, que propaga idéias semelhantes às de Bruys, mas enquanto este aceitava a doutrina acerca do pecado original, aquele a negava, fazendo com o que o batismo fosse visto apenas como uma espécie de identificação com a fé cristã (FALBEL, 2007, p. 28). Henrique também adotou a posição de que o matrimônio não seria um sacramento, mas um mero acordo entre duas partes, tornando desnecessário o cerimonial eclesiástico. Na visão de Henrique, a Igreja deveria ser pobre e desfazer-se de qualquer suntuosidade. E mais: não haveria comunhão dos santos e nem intercessão, pois os mortos nada poderiam fazer pelos vivos (FALBEL, 2007, p. 29). Falbel reconhece que:

O Monge Henrique não foi um fenômeno isolado no tipo de heresia religiosa que se apega ao Evangelho e chega muitas vezes a negar por completo a Igreja, opondo-se ao clero e abandonando-se a um fervor extremado, próprio dos que pensam estar agindo em nome de uma nova verdade religiosa (2007, p.30).

A heresia dos cátaros (termo que em grego significa “puro”), que acreditavam em um princípio Mau e em um princípio Bom, é amplamente estudada ao longo do capítulo segundo. O autor comenta que o estudo da doutrina cátara não parte dos escritos dos próprios cátaros, dado pouco sobrou do que fora produzido por eles, mas de fontes como os processos da Inquisição e os escritos polêmicos que os combatiam (FALBEL, 2007, p. 37). Os cátaros tiveram uma ampla propagação ao longo do século XII e a seita organizava-se em bispos e diáconos, de modo semelhante ao da Igreja Católica. Entre os seus pontos doutrinários mais relevantes, podemos destacar a crença a) de que a matéria era má, b) de que as almas transmigravam de um corpo a outro e até mesmo de um corpo humano a um animal e c) de que o homem deveria restaurar o mundo em uma comunhão perfeita com Deus. Ademais, os cátaros possuíam horror à procriação (pois isso causava o aprisionamento do espírito na matéria), condenando o casamento e favorecendo a destruição da família. Aceitavam a união livre e a restrição de nascimentos, o que leva Falbel a afirmar que esta posição “foi uma antecipação da liberdade sexual absoluta” (2007, p. 56). Também proibiam o consumo de carne e eram favoráveis ao suicídio (FALBEL, 2007, p. 41). Podemos perceber que esta seita representava um sério fator de desagregação podendo levar a sociedade ao caos. Os seguidores do catarismo estavam divididos em Perfeitos, que viviam isolados da grande massa, e os Crentes, que compreendiam os demais fiéis.
E como reagiu a Igreja diante da grande ameaça representada pelos cátaros? Em primeiro lugar, Falbel lembra que o próprio povo e as autoridades passaram, de modo autônomo, a perseguir os seguidores da heresia, o que suscitou vivas repreensões de eminentes personagens, com São Bernardo. Para a Igreja, o mais importante era tentar persuadir o herege de seu erro e fazê-lo retornar ao catolicismo. Apenas quando este recurso falhava é que se deveria usar a força.

O Papa Inocêncio III preferia a conversão à perseguição. Os cátaros, porém, não se convertiam facilmente, uma vez que a crescente propagação da heresia no Sul da França e no Norte da Itália fazia com que acreditassem no predomínio dela sobre a Igreja Católica. (Falbel, 2007, p.47).

A persistência dos cátaros em sua doutrina fez com que fosse movida uma cruzada contra eles, chamada de “Cruzada Albigense”, que conseguiu debelá-los e aniquilar definitivamente o perigo do Sul da França, embora eles houvessem conseguido sobreviver em outras regiões por cerca de mais alguns séculos.
Outra heresia surgida no período e que grandes problemas causou à Sé Romana foi a dos valdenses, fundada por Pedro Valdo. Para eles, a Igreja fora incorrupta até Constantino, tendo-se degenerado após a era constantiniana por começar a acumular bens e haver tornado-se rica e poderosa. Os valdenses também recomendavam grandemente a leitura individual da Bíblia, tendo mesmo traduzido os textos bíblicos para o vernáculo. Negavam o Purgatório, o culto dos santos e a oração pelos defuntos. Assim como a Igreja Católica, a sua organização era baseada no epíscopo, no presbítero e no diácono. Falbel lembra que os valdenses, apesar das perseguições, conseguiram atravessar os séculos e chegar até os nossos dias (2007, p. 65).
No século XIII surgiram os pseudo-apóstolos. Estes hereges atacavam o Papado e, como os valdenses, acreditavam que a Igreja havia se corrompido após Constantino. Seria entre eles que deveria ser levantado um líder verdadeiro que guiaria a Cristandade até o fim dos tempos. Aqui é interessante notar, ainda, que estes hereges criam que a cada igreja e anjo relatados nos primeiros capítulos do livro do Apocalipse corresponderia uma era (ou fase) da igreja com seu respectivo representante, sendo que os últimos, o anjo e a igreja de Filadélfia do livro de São João, deveriam ser identificados com eles mesmos, os pseudo-apóstolos, e com o último papa da história (FALBEL, 2007, p. 70).
Outra personagem do século XII que, graças as suas idéias, deu azo ao surgimento de inúmeras heresias durante a Idade Média, foi o abade Joaquim de Fiore. Para Joaquim, a história seria dividida em três idades: a do Pai, a do Filho e a do Espírito Santo. Sendo a obediência servil, o conhecimento e o temor traços da primeira; a servidão filial, a sabedoria e a fé os traços da segunda; e, por fim, a liberdade, o amor e a inteligência plena os traços da última. Neste sentido, a hierarquia da Igreja tornar-se-ia desnecessária, e, sob o já presente profeta Elias, surgiria uma igreja pobre e espiritual (FALBEL, 2007, pp. 78-79).
Falbel encerra a sua análise sobre as heresias medievais com os Beguinos. Surgidos no século XIII e influenciados pelas doutrinas do abade Joaquim de Flores e pelos comentários do Apocalipse de Pedro João Olivi. Consideravam que estava por vir uma era de ouro da Igreja, que deveria substituir à do presente. Também faziam votos de pobreza. Aparentemente foram eles os primeiros a associar a Igreja católica com a igreja carnal, a prostituta, a Babilônia, citada no Apocalipse. João Olivi seria o portador da verdadeira doutrina, e não a Igreja (FALBEL, 2007, p.89).
Em suma, a obra de Falbel nos permite encontrar na Idade Média todos os elementos que, posteriormente contribuiriam para a formulação das doutrinas de Wycliff, Huss, Lutero e de outros protestantes surgidos nos séculos XVI e seguintes.

Referência.

FALBEL, Nachman. Heresias medievais. São Paulo: Perspectiva, 2007. 118 p.

Escrito por William Bottazzini Rezende


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Jovem religiosa defende o uso público do hábito desafiando a Cristofobia





A Irmã Ana Verônica, oblata de São Francisco de Sales em Paris, foi convocada juntamente com vários outros professores de Filosofia ao Liceu Carnot, da    capital francesa. O objetivo da reunião era combinar a correção de muitas provas da matéria que tinham ficado sem corrigir no fim do ano escolar.
Ela se apresentou como de costume: com o hábito completo do instituto religioso a que pertence.
Sua presença foi pretexto para um rebuliço. Professores laicistas e socialistas exigiram das autoridades do Liceu a expulsão da religiosa. Pretextavam que ela ofendia a laicidade e, de forma caricata e ofensiva, compararam seu hábito com o véu islâmico.
As autoridades nada fizeram, pois sabiam que o procedimento da religiosa era irrepreensível do ponto de vista legal.
Os professores laicistas exigiram que ela tirasse o hábito. “V. poderia ser mais discreta!”, desabafou uma professora laicista.
- “Eu não posso fazer melhor nem pior. Eu devo levá-lo”, respondeu a jovem religiosa.
Os jornais fizeram estardalhaço com o fato e o secretariado geral do ensino católico exigiu que a irmã Ana Verônica desse prova de “juízo” e comparecesse usando roupas civis.
Com tom sereno e respeitoso, mas firme, a freira respondeu a seus detratores em carta publicada pelo jornal parisiense “La Croix”, de 13-07-2011:
“Nós repetimos claramente que jamais tiraremos nosso hábito. …
“Um hábito religioso é o sinal da resposta a um chamado para se consagrar a Deus, que nem todos os batizados recebem.
“Desde 8 de setembro de 2004, data de minha entrada na vida religiosa, minha vida mudou muito e o hábito não é mais que a expressão visível disso.
“Comparecer agora de outra maneira, sem o hábito religioso, é uma coisa impossível para mim, pois eu não uso mais outros vestidos que não sejam os de minha consagração religiosa.
“Eu não sou religiosa por horas.
“Fazemos a profissão para viver seguindo Cristo até a morte.
“Esta consagração religiosa inclui todas as dimensões de nosso ser: corpo, coração, alma e espírito.
“O jovem homem rico do Evangelho recuou diante do apelo de Jesus para segui-Lo, quando Ele posou seu olhar sobre ele.
“Isso significa que a decisão de se consagrar a Deus não é fácil de tomar. Ela pressupõe certas renúncias…
“O hábito religioso é sinal desse fato. Ele pode, portanto, ser um sinal de contradição. Nós sabemos que nosso hábito não deixa indiferentes as pessoas. Ele é um testemunho da presença de Deus.
“Por meio dele nós relembramos, de modo silencioso mas eloqüente, que Deus existe neste mundo que se obstina a não querer pensar nem sequer na possibilidade da transcendência divina.
“Mas, Jesus nós diz no Evangelho que o servidor não é maior que seu mestre. Vós conheceis a continuação? “Se eles me perseguiram, eles vos perseguirão também” (Jn 15, 20).
“E Jesus acrescentou: “As pessoas vos tratarão assim por causa de Mim, porque eles não conhecem Aquele que me enviou” (Jn 15, 21).
A carta da corajosa irmã Ana Verônica causa viva impressão na França.
No Brasil, o PNDH-3 pretende banir os símbolos religiosos dos locais públicos e instalar um laicismo – na realidade, um anti-catolicismo mal disfarçado – como o francês. Para atingir sua finalidade extremada, não poderá deixar de tentar proibir as próprias vestes talares dos religiosos e das religiosas.
Fonte: http://www.ipco.org.br/home/;    http://www.rainhadosapostolos.com  e 

sábado, 6 de agosto de 2011

Dica de Leitura: "COMO A IGREJA CATÓLICA CONSTRUIU A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL" de Thomas Woods

Abaixo, compartilho uma singela resenha que fiz deste ótimo livro.



Em um mundo extremamente laicizado, parece ser bastante arriscado, sob o ponto de vista editorial, arriscar-se a lançar um livro acadêmico onde a religião seja tratada de forma positiva. Para ser mais preciso: onde a Igreja Católica seja tratada de forma positiva. Afinal, não estamos na época onde a religião é tratada como uma espécie de superstição anacrônica? Não foi a religião a responsável pela estagnação do conhecimento científico ao longo dos séculos? E, no caso específico do catolicismo, o que dizer do caso Galileu? Este acontecimento não é um exemplo do ápice do fanatismo e da intolerância?
Para responder a esta e outras perguntas, o professor Thomas Woods parte de um pressuposto: em qualquer área do conhecimento humano encontrar-se-ão mitos. Com a História não se dá de outro modo.
O livro de Woods está repartido em onze capítulos. Abaixo, faremos uma síntese daquilo que se encontra em cada um deles.
No primeiro, “A Igreja Indispensável”, o autor traça brevemente o escopo de seu trabalho. Para o autor é fundamental mostrar às pessoas, apesar dos preconceitos, o quão importante fora a atividade da Igreja ao longo dos séculos (WOODS, 2008, p. 5). É neste capítulo, ainda, que Woods critica os comentários negativos, muitas vezes mal fundamentados e não oriundos de especialistas, acerca do período em que a Igreja atingiu o máximo de sua influência sobre a sociedade européia: a Idade Média. Segundo Woods (2008, p.7), tem sido demonstrado por eminentes especialistas em história da ciência o quanto é disparatada a idéia de “Idade das Trevas” para retratar a Idade Média. O autor lembra ainda que em diversas áreas do saber, “(...) a Igreja imprimiu uma marca indelével no próprio coração da civilização européia” (WOODS, 2008, p.10).
O capítulo seguinte, “Uma Luz nas Trevas”, é preenchido por linhas que procuram resgatar as esquecidas glórias da Alta Idade Média. Se houve, no início do medievo, algum retrocesso em relação à cultura clássica, isso não se deve ao cristianismo, mas às invasões bárbaras que criavam um clima de caos impróprio para o desenvolvimento do saber (WOODS, 2008, p.12). Contudo, aos poucos estes “bárbaros”, a começar dos francos de Clóvis, converteram-se ao cristianismo e, através da Igreja, puderam tomar contato com muito do que fora legados pelos antigos e preservado no seio da Igreja. Fora com os francos que a Igreja estabelecera um contato mais próximo, e fora justamente na zona de domínio franco que se deu o denominado “Renascimento carolíngio”, que fez ressurgir o interesse pelo latim e pelos textos clássicos. Houve fomento do ensino das famosas sete artes liberais (subdivididas em trivium e quadrivium). É neste cenário, ainda, que vemos nascer a minúscula carolíngia. Com a invenção da minúscula, houve uma aceleração no processo de cópias de obras, o que fez com que o conhecimento adquirido até então pudesse ser mais rapidamente propagado.  Após a morte de Carlos Magno, “a iniciativa da difusão do conhecimento recaiu cada vez sobre a Igreja” (WOODS, 2008, p. 21) e a os Concílios regionais passaram a exigir que os sacerdotes abrissem escolas e não cobrassem para ensinar. É nestas escolas que podemos encontrar o embrião das universidades, outra “invenção” da “Idade das Trevas”.
O título do terceiro capítulo é bastante sugestivo: “Como os monges salvaram a civilização”. Estes personagens invisíveis e anônimos para a sociedade hodierna foram o sustentáculo da civilização européia nos períodos mais conturbados do ocidente. Os monges causaram verdadeiras revoluções na geografia da Europa. Foram eles os responsáveis por transformar lugares inabitáveis como desertos e pântanos em verdadeiros paraísos (WOODS, 2008, pp. 30-31). Outras áreas em que os monges se destacaram foram: o aperfeiçoamento e o desenvolvimento de tecnologias, pois é difícil encontrar algo da época medieval em que os monges não tenham constituído-se como verdadeiros especialistas; as obras de caridade, pois era nos mosteiros que peregrinos errantes e outros miseráveis iam buscar o seu alento; a palavra escrita, os copistas dos monastérios foram os grandes responsáveis pela preservação de textos da Antiguidade; e, finalmente, a educação, que embora voltada para aqueles que estavam por professar os votos monásticos, também contribuiu para o desenvolvimento do Ocidente.
“A Igreja e a Universidade”: eis como se abre o capítulo quarto. Na verdade, as universidades nasceram de desdobramentos ocorridos com as escolas medievais, e a Igreja, mas especificamente, o Papado, teve papel capital para que as mesmas fossem estabelecidas. Os diplomas das Universidades que estavam sob jurisdição papal eram reconhecidos em toda Cristandade e aos mestres era concedida uma autorização especial: o ius ubique docendi, isto é, o direito de ensinar em qualquer lugar. Mas os mestres não eram os únicos privilegiados, também os estudantes foram agraciados de diversos modos para que não sofressem abusos ou vexações por parte dos habitantes da cidade onde estava instalada a Universidade. Foi ainda nas Universidades que vimos surgir noções como rigor lógico e o estudo sistemático, sendo a Escolástica a maior representante deste período. Diante deste quadro, podemos ver como carece de sentido a alegação de que a Igreja seja hostil à ciência. E é exatamente este o assunto a ser tratado no capítulo seguinte.
Em “A Igreja e a Ciência”, Woods mostra as importantes contribuições da Igreja para o conhecimento científico ao mesmo tempo em que desfaz alguns “mal-entendidos”. Em primeiro lugar ele trata daquele caso que serve de sustentáculo para os defensores da tese de que ciência e religião são essencialmente incompatíveis: o caso Galileu. Woods mostra que, embora este não tenha sido o momento mais brilhante da História da Igreja, os acontecimentos verdadeiros estão bem distantes do imaginário popular-científico que procura ver no célebre astrônomo um tipo de mártir da ciência. Woods cita Langford para explicar um pouco do que se passou:
Parte da culpa dos acontecimentos subseqüentes deve ser atribuída ao próprio Galileu, que recusou qualquer ressalva e, sem provas suficientes, fez derivar o debate para o terreno próprio dos teólogos (WOODS, 2008, p.67)

                        É válido notar ainda que a Igreja sempre apoiara estudos astronômicos e o desenvolvimento da ciência em geral, inclusive com base em textos bíblicos, segundo atesta Woods:
                                                     Jaki chama a nossa atenção para o livro da Sabedoria (11, 20), onde se diz que Deus dispôs todas as coisas com medida, quantidade e peso. Esse versículo, de acordo com Jaki, não apenas deu suporte aos cristãos que defenderam a racionalidade do universo nos fins da Antiguidade, como também incentivou os cristãos que viveram um milênio mais tarde, nos começos da ciência moderna, a investir em pesquisas quantitativas como caminho para entender o universo. (WOODS, 2008, p.72)

                        Ou seja, no caso Galileu, especificamente, podemos observar uma sucessão de incompreensões que nada tinha que ver com ciência ou religião.
                       Ademais, é válido ressaltar que ao longo da história diversos padres foram cientistas e que algumas catedrais possuíam em si estruturas que serviam justamente para facilitar observações astronômicas. Woods dá grande destaque para as atividades dos jesuítas que se destacaram no estudo de diversas áreas como: astronomia, matemática, Egito antigo, óptica e outros. Woods chama a atenção para o fato de que fora em uma Europa católica que se deu o florescer do pensamento científico. E por quê? Devido à mentalidade filosófica e teológica daquela Europa, pois, uma vez mais, “Deus dispôs todas as coisas com medida, quantidade e peso”, isto é, há ordem no mundo, e se há ordem, é possível estudar e entender o mundo que nos cerca. É justamente a ausência da noção de “ordem no mundo” que fez com que muitas sociedades, embora tivessem contribuições admiráveis, tenham ficado estagnadas no que concerne ao desenvolvimento científico. “Foram as idéias teológicas católicas que forneceram as primeiras bases para o progresso científico” (WOODS, 2008, p. 108).  E mais adiante, diz o historiador norte-americano: “Não foi mera coincidência que a ciência moderna tivesse surgido no ambiente católico da Europa ocidental” (WOODS, 2008, p. 109).
                       O capítulo seis trata sobre “a Arte, a Arquitetura e a Igreja”. Se nos outros campos de atividade a influência da Igreja é obscurecida por omissões ou deturpações, nos campos da arte e da arquitetura a influência da Igreja é um tanto patente.  As catedrais com suas belíssimas estruturas e vitrais, tornaram-se símbolo de um continente e de uma mentalidade. A rejeição da Igreja em relação à iconoclastia permitiu que diversos gênios ao longo dos séculos pudessem imortalizar com sua arte cenas da vida dos santos e das histórias bíblicas.
                       O capítulo seguinte versa sobre “As Origens do Direito Internacional”. Aqui há destaque para a atuação do padre Francisco de Vitória, que viveu no século XVI, e é considerado como o pai do direito internacional (WOODS, 2008, p. 131), pois “defendeu a doutrina de que todos os homens são igualmente livres; e, com base na liberdade natural, proclamou o direito à vida, à cultura e à propriedade” (NOVAK apud WOODS, 2008, p. 131) e ainda “proporcionou ao mundo da sua época a primeira obra-prima do direito das nações, tanto em tempo de paz como de guerra” (NOVAK apud WOODS, 2008, p. 131). Outro personagem que é enfatizado neste capítulo é Bartolomeu de las Casas, que lutara intrepidamente em favor dos nativos e contra os abusos que lhes eram infligidos pelos espanhóis, seus compatriotas.
                        No oitavo capítulo o enfoque é a respeito da “Igreja e a Economia”. Aqui, salienta-se a importância das obras de Jean Buridan e Nicolau Oresme, ambos escritores medievais, para o pensamento econômico. Woods nota que foi entre os franciscanos medievais que surgiu a teoria do valor subjetivo, segundo o valor de um bem é determinado de forma subjetiva, não objetiva (2008, p.150).
                         O antepenúltimo capítulo é intitulado: “Como a Caridade Católica Mudou o Mundo”. De fato, a doutrina cristã acerca do amor desinteressado ao próximo chocava-se frontalmente com as concepções de vingança da Antiguidade. Foi dentro desta mentalidade que surgira instituições, inexistentes na Grécia e na Roma antigas, destinadas a cuidar dos mais frágeis: as viúvas, os órfãos, os idosos, os doentes e os pobres. Aliás, em relação aos hospitais, Woods constata que “parece dever-se à Igreja a fundação das primeiras instituições atendidas por médicos, onde se faziam diagnósticos, se prescreviam remédios e se contava com um corpo de enfermagem” (2008, p.166).
                        No penúltimo capítulo, Woods discorre sobre “a Igreja e o Direito Ocidental”. Para ele, o direito canônico desenvolvido ao longo da Idade Média dera uma contribuição decisiva para o desenvolvimento das leis ocidentais ao, por exemplo, regular o matrimônio como união livre entre ambos os nubentes, e ao pôr fim às práticas irracionais dos ordálios (WOODS, 2008, p. 182).
                        E, finalmente, no último capítulo acerca da “Igreja e a Moral no Ocidente”, Woods mostra a superioridade da moral católica em comparação com aquela vigente na Antiguidade.
Platão, por exemplo, disse que um pobre homem cuja doença o tornasse incapaz de trabalhar devia ser abandonado à morte. Sêneca escreveu: “Nós afogamos as crianças que nascem débeis e anormais”. Muitas meninas sadias (incômodas em sociedades patriarcais) eram simplesmente abandonadas, o que fez com que a população masculina do antigo mundo romano ultrapassasse a feminina em cerca de trinta por cento. A Igreja nunca aceitou semelhante comportamento. (WOODS, 2008, 191).
                             
                          A mentalidade católica era, portanto, zelar pelo fraco, e não eliminá-lo como fazia a sociedade pagã antiga.
                         Quanto à mulher é importante perceber de que maneira a doutrina católica elevou a sua dignidade. Com o sacramento do matrimônio, a proibição do divórcio e do adultério, a mulher deixava de ser um mero objeto pertencente ao paterfamilias para ser reconhecida em toda a sua dignidade e em todo o seu valor. As mulheres passaram a ser admiradas e reconhecidas pelas suas virtudes morais (como se pode notar pelas grandes santas que povoam os altares), e não pelos escândalos como na Antiguidade o foram Cleópatra, Messalina, Agripina e Safo.
                           Woods conclui afirmando que a Igreja “não apenas contribuiu para a civilização ocidental – a Igreja construiu essa civilização” (WOODS, 2008, p. 206. Destaque do autor).

REFERÊNCIA:

WOODS, THOMAS. Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental. São Paulo: Quadrante, 2008. 224 p.

Por William Bottazzini 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Igreja ou convocação do povo de Deus




Das Catequeses de São Cirilo de Jerusalém, bispo
(Cat. 18,23-25: PG33,1043-1047)
(Séc.IV)

Igreja ou convocação do povo de Deus

          Católica ou universal chama-se a Igreja, porque se espalhou de um extremo a outro de todo o orbe da terra. Porque ensina universalmente e sem falha todos os artigos da fé que os homens precisam conhecer, seja sobre as coisas visíveis ou as invisíveis, seja as celestes ou as terrestres. Porque reúne no verdadeiro culto o gênero humano inteiro, autoridades e súditos, doutos e ignorantes. Enfim, porque cura e sana em todo o universo qualquer espécie de pecados cometidos pela alma e pelo corpo. Porque ela possui tudo, toda virtude, seja qual for o nome que se lhe dê, nas ações e nas palavras, bem como toda a variedade dos dons espirituais.

        Igreja, isto é, convocação: nome bem apropriado porque convoca a todos e os reúne, como o Senhor diz no Levítico (8, 3): Convoca toda a congregação diante da porta do tabernáculo do testemunho. É de notar a palavra convoca, usada aqui pela primeira vez nas Escrituras, na ocasião em que o Senhor estabeleceu Aarão como sumo sacerdote. No Deuteronômio (31, 12) Deus diz a Moisés: Convoca para junto de mim o povo para que me escutem e aprendam a temer-me. Há outra menção da Eclésia*, quando se fala das tábuas da Lei (Deuteronômio 9, 10): Nelas estavam escritas todas as palavras que o Senhor vos falou no monte, do meio do fogo, no dia da ‘Eclésia‘, isto é, convocação; como se dissesse mais claramente: No dia em que, chamados pelo Senhor, vos congregastes. O Salmista também diz: Eu te confessarei, Senhor, na grande ‘Eclésia’, no meio do povo numeroso te louvarei.

     Já antes o salmista cantara (Salmos 67, 27): Na ‘Eclésia’, bendizei o Senhor Deus, das fontes de IsraelO Salvador edificou com os gentios a segunda, a nossa Santa Igreja dos cristãos, da qual dissera a Pedro (Mateus 16, 18): E sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

       Rejeitada a primeira, a da Judéia, de ora em diante multiplicam-se as Igrejas de Cristo, aquelas de que se fala nos salmos (149, 1): Cantai ao Senhor um cântico novo, seu louvor na ‘eclésia’ dos santos. De acordo com isto diz o Profeta aos judeus (Malaquias 1, 10-11): Meu afeto não está em vós, diz o Senhor e acrescenta logo: Por isso, do nascer do sol até o ocaso, meu nome é glorificado entre os povos. Desta mesma santa e católica Igreja escreve Paulo a Timóteo (1 Timóteo 3, 15): Para que saibas como comportar-te na casa de Deus, a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.

Nota (*): Eclésia é palavra de origem grega que significava "convocação ou chamados para fora". Este termo gerou a palavra portuguesa "igreja".

Cardeal Cañizares: É recomendável comungar na boca e de joelhos

Cardeal Antonio Cañizares Llovera
REDAÇÃO CENTRAL, 27 Jul. 11 / 01:27 pm (ACI/EWTN Noticias)

Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que é recomendável que os católicos comunguem na boca e de joelhos.

Assim indicou o Cardeal espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, pela liturgia e os sacramentos na Igreja Católica, ao responder se considerava recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.

A resposta do Cardeal foi breve e singela: "é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos".

Do mesmo modo, ao responder à pergunta da ACI Prensa sobre o costume promovido pelo Papa Bento XVI de fazer que os fiéis que recebam dele a Eucaristia o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve "ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus".

"Trata-se simplesmente de saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele veio a nós e que nós não o merecemos", afirmou.

O Cardeal disse também que comungar desta forma "é o sinal de adoração que necessitamos recuperar. Eu acredito que seja necessário para toda a Igreja que a comunhão se faça de joelhos".

"De fato –acrescentou– se se comunga de pé, é preciso fazer genuflexão, ou fazer uma inclinação profunda, coisa que não se faz".

O Prefeito vaticano disse ademais que "se trivializarmos a comunhão, trivializamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como é o de comungar, como é o de reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor dos amores como cantamos em uma canção espanhola".

Ao ser consultado pela ACI Prensa sobre os abusos litúrgicos em que incorrem alguns atualmente, o Cardeal disse que é necessário "corrigi-los, sobre tudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos".

Esta formação, explicou, deve fazer que "celebre-se bem, para que se celebre conforme às exigências e dignidade da celebração, conforme às normas da Igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia".

Finalmente o Cardeal Cañizares disse à agência ACI Prensa que nesta tarefa de formação para celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos, "os bispos têm uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que façamos para que a Eucaristia se celebre bem será fazer que na Eucaristia se participe bem".

terça-feira, 19 de julho de 2011

São Tomás sobre a árvore do conhecimento do bem e do mal



A ÁRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL

Este estado [de justiça original] desfrutado pelo homem dependia da submissão da vontade humana a Deus. Como o homem estava, desde o princípio, habituado a seguir a vontade de Deus, Deus colocara alguns preceitos sobre ele. Ao homem era permitido comer de todas as árvores no Paraíso, com uma exceção: era-lhe proibido, sob pena de morte, comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Era proibido comer do fruto desta árvore, não porque ela era má em si mesma, mas porque, pelo menos nesta pequena matéria, o homem devia ter algum preceito a observar pela única razão de que isso fora comandado por Deus. Logo, comer o fruto dessa árvore era mal por que era proibido. A árvore era chamada de "a árvore do conhecimento do bem e do mal", não porque ela tinha poder de causar o conhecimento, mas por causa do efeito: ao comer dessa árvore, o homem aprendeu pela experiência a diferença entre o bem da obediência e o mal da desobediência.

COMPENDIUM THEOLOGIAE, Cap. 188.

Tradução: William Bottazzini

domingo, 10 de julho de 2011

Mesma fé?

Os movimentos ecumênicos insistem em dizer que católicos e protestantes creem no mesmo Deus e possuem a mesma fé. Será mesmo? Vejamos...

DEUS CATÓLICO: 
"Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 16).



deus protestante (Faça o seu pedido!)

IGREJA CATÓLICA


igreja protestante (desculpe leitor protestante se eu não coloquei uma foto da sua aqui, sabe como é, né?)

Arte Católica



arte protestante
(Bastante abstrato, afinal, eles não são contra imagens?)

Intelectuais Católicos

Tomás de Aquino

Agostinho de Hipona

Intelectuais Protestantes

Valdemiro Santiago

Celebração Católica

Celebração Protestante

Bíblia Católica (Com todos os livros!)

Bíblia protestante (mais enxuta, para quem quer menos regras ...chique, não?)
Agora é que vem o mais importante...

FUNDADOR DA IGREJA CATÓLICA

Qual outra seita tem Cristo como fundador?

Meu objetivo aqui não é ofender a ninguém pessoalmente, mas contribuir para que aqueles que estão no erro do protestantismo se convertam.

Caros protestantes, vamos refletir:

Quando (felizmente!) o protestantismo não existia, quem evangelizou o mundo e continua a evangelizar?
Quando (felizmente!) o protestantismo não existia, quem criou as universidades?
Quando (felizmente!) o protestantismo não existia, quem guardou o patrimônio da humanidade legado pelos antigos?
Quando (felizmente!) o protestantismo não existia, quem compilou a Bíblia?
Quando (felizmente!) o protestantismo não existia, de onde eram os mártires que deram a vida por Cristo para que a Fé chegasse até nós?

Afinal, se a Reforma Protestante foi algo tão louvável e o heresiarca Lutero foi um herói, por qual motivo quase não há luteranos? É muita incoerência defender Lutero e seguir outra denominação...Ah! Outra coisa...de onde é que Lutero aprendeu sobre Cristo, a Bíblia etc etc...? Será que o aluno sabia mais que a mestra que na época tinha mais de 1500 anos de vida?

É triste, mas católicos e protestantes não têm a mesma fé e nem creem no mesmo Deus. 

Para nós católicos, Deus se fez carne, morreu, ressuscitou e Se dá na Eucaristia. Ele guia a Sua Igreja há dois mil anos.

Para os protestantes, Deus é um sentimento, uma emoção. E Ele teria permitido séculos e séculos de erros para começar a dar assistência aos verdadeiros cristãos apenas no século XVI (ou depois). E Ele inspira "verdades" contraditórias o tempo todo, fazendo com que brotem aqui e acolá seitas de todos os naipes e para todos os gostos. A fé protestante muda...ela não tem dois mil anos...

Todo protestante acredita que já está salvo...Mas, como ir para o céu e lá encontrar um "irmão" que pensa completamente diferente de mim em matéria de fé? Como duas doutrinas contraditórias podem levar á salvação eterna? 

Então no céu reinará a confusão, pois lá estarão os que batizam crianças, e os que não batizam. Os que guardam o sábado, e os que guardam o domingo. Os que creem que Cristo é Deus e os que não creem. Os que obedecem a prescrições de vestimenta e os que não o fazem. Os que renegam qualquer tipo de imagem, e os que aceitam-nas.

A não ser que o céu seja um "loteamento". Só não haverá católicos! Haverá setor dos batistas, dos luteranos, dos congregacionalistas, dos presbiterianos, dos adventistas, e...etc etc etc etc etc etc etc (ufa, haja setores!). Claro que deverá haver ainda os sub-lotes, já que há batistas bíblicos, batistas pentecostais, batistas tradicionais, batistas renovados etc etc etc (lá se vão mais alguns etc's).  Outro ponto, os lotes devem ser bem separados...porque, caso contrário, o céu acabará por se tornar um inferno com cada um querendo impor a sua doutrina e a sua "igreja".

No céu não haverá confusão...haverá unidade. Todos os que lá estiverem devem ter a mesma fé. E esta fé tem que ter dois mil anos, caso contrário Deus seria o responsável de que gerações inteiras, mesmo depois da Revelação de Cristo, se perdessem...o que é absurdo!

Você, protestante, procure saber em que ano surgiu a doutrina que você segue. Se ela surgiu em qualquer época após Cristo (e certamente surgiu!)...lamento, mas você está errado.

Que Deus abençoe a Nossa Pátria que já foi Terra de Santa Cruz! Nosso país tem vocação católica! Que aqueles que se afastaram da verdadeira Igreja possam, tal qual o filho pródigo, voltar ao seio da mesma Igreja.

Que Deus nos livre do protestantismo!

Fiquemos com Deus,

William